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quarta-feira, 25 de março de 2015

Nipponflex e a Cama de Dinheiro!

Já pensou, comprar um colchão magnético com infravermelho (?!) e propriedades misteriosas como amenizar ressaca e curar dores (não importa onde!), dentre outros benefícios, que agora não me recordo. Parece bom? E se esse colchão custasse 10mil reais, ainda pareceria bom? E se ao comprar o colchão, você tivesse a chance de virar um vendedor de colchões NipponFlex e usufluir das gordas comissões de venda caso consiga 10 vendas para o vendedor autorizado que lhe vendeu seu colchão, agora parece mais interessante? Conheça os colchões NipponFlex!


Como eu conheci a NipponFlex

A vida é um negócio engraçado. Minha namorada na época estava muito interessada em palestras motivacionais, o chamado coaching, onde alguém te convence que os seus problemas são causados pela sua postura perante a vida e faz você acreditar que é o super-homem (ou a mulher-maravilha).
Nesse contexto, uma amiga dela a convidou para uma palestra sobre um "homem que conseguiu sair da extrema pobreza e se tornar um homem de sucesso". Sem mais detalhes.

Por tabela, eu fui, animado com a perspectiva de uma palestra inspiradora ou mesmo com dicas de negócio (e dar um apoio, claro). Chegando lá, um prédio bonito, com um salão cheio de cadeiras para receber os convidados; comecei a ficar desconfiado: por que estavam anotando quem veio à palestra assim como "quem chamou"? Quem chamasse mais gente ganhava algo?

Após bicar um café mediano no hall de entrada e sentar com a namorada, a amiga dela e a mãe da amiga dela nas cadeiras dispostas no salão, começava a palestra. Pessoas muito bem vestidas na bancada, terno sob medida, coisa fina.

O palestrante, um homem em seus 50 anos, simpático, começava a sua história. Ele se apresentou como o presidente da NipponFlex. Os primeiros 10 ou 15 minutos da palestra, tivemos esse senhor bem vestido falando o quanto era pobre em sua juventude. Todas as anedotas da pobreza foram contadas ali. Seu objetivo era criar empatia conosco. Após a história triste, o mesmo senhor fala que "tudo que ele precisava era de um bom produto" para subir na vida, para vender e crescer, e que os produtos NipponFlex eram esse produto.

Espetáculo

Nessa hora, começou a magia do cinema. Apresentação dos produtos, do quanto eles eram inovadores, quase mágicos, com falácias como "depois que fulaninho começou a usar nossos produtos, ficou curado de X, Y, Z", onde X, Y, Z é uma doença incurável. Uma hora, ele perguntou "quem está com dor aí, qualquer dor", e passou um paninho ultratecnológico que prometia curar essa dor (qualquer dor!!!). A plateia estava em extase! Eu estava puto. Havia sido levado a uma palestra para ser "clientizado" contra minha vontade.

E ele falava das patentes, e falava da origem do produto e começava a identificar vendedores de sucesso na plateia, e pedia depoimentos do vendedor obeso que, no lugar de fazer uma dieta, dormia no tal colchão e não sentia mais os efeitos nocivos de seu peso, do vendedor que costumava encher a cara de cachaça no fim de semana e não conseguia acordar bem 8-9h da manhã de segunda-feira e agora conseguia...

Como Ganhar (o seu!) Dinheiro

Nisso, começava a explicação do plano de negócios. Primeiramente, o palestrante explicava que o seu negócio não era um negócio pirâmide. Na sequência, eramos elucidades do porquê estavamos lá:

Cada pessoa que compra um produto da NipponFlex era convidado a trazer 10 amigos essas palestras que tem o objetivo de angariar novos clientes. A pessoa que traz os clientes, que eles sugerem que sejam amigos ou parentes, recebe uma porcentagem em cada venda, e se conseguir 10 vendas, ele pode começar a vender os produtos da NipponFlex. E não para por aí, a pessoa que indica o cliente participa do processo de apresentação e venda dos produtos com o pretexto de estar sendo "treinado" no processo. O motivo não é para pressionar o "possível cliente" psicologicamente, por conta do laço afetivo, não é...

Nesse momento, eu já queria me retirar da palestra. Aquela falácia já me afogava, mas meu sofrimento estava longe de seu fim. Foi nessa hora que começaram os depoimentos dos melhores vendedores. Um senhor baixinho, magro, com um terno feito sob medida e um relógio banhado a ouro (a ostentação deve ter sido proposital) ia ao microfone, falar o como foi seu começo, como precisou pedir dinheiro emprestado para comprar o seu primeiro produto NipponFlex para iniciar sua carreira como vendedor de colchões e acessórios. Veja a importância estratégica desta história, mostrar que o sacrifício para comprar um produto NipponFlex vale a pena, compensa...

Por coincidência, esse foi o vendedor que vendeu o colchão da amiga de minha namorada, o cara que viria, junto à amiga dela, convencê-la a comprar um colchão de 10 mil reais nos dias seguintes...

O ardiu que senti dele naquele dia foi grande. Em todo caso, findava a palestra. Infelizmente, a tortura não acabava ali. O vendedor agora ia conhecer as v... os clientes potenciais trazidos pelo cliente anterior.

...

O resto é história. Deixo esta postagem como um informativo para você que for convidado a conhecer o produto ou ir nessas palestras.

Chain Chronicle, Ren'Py e o Game Educativo


Esses dias, meu amigo Marco me indicou um jogo de celular chamado Chain Chronicle, um produto da SEGA extremamente viciante, no qual você ajuda uma equipe de bonquinhos a salvar o mundo da Black Army através de batalhas em tempo real em um mapa quadriculado muito maneiro.Você pode controlar suas tropas individualmente ou através de comandos de grupo, pode recrutar novos personagens e até fazer compras, na lojinha do jogo.
Chain Chronicle utiliza o mesmo modelo de negócio consagrado em jogos como Candy Crush, onde o jogo em si é gratuito, mas, você pode utilizar dinheiro real para avançar mais facilmente no jogo, ou mesmo conseguir cartas, chamadas arcana, para recrutar personagens mais fortes, com maior facilidade. Parece tratar-se de um modelo de negócios bem rentável.
Ao contrário de Candy Crush, contudo, Chain Chronicle é perfeitamente jogável e divertido, mesmo sem gastar um real. Mas qual o diferencial de CC (for short)?
Além de um conjunto enorme de personagens únicos e com histórias próprias, temos o fator sorte, muito presente em todo o jogo. Como é isso? Quase tudo que você faz no jogo envolve algum tipo de sorteio. Quando você contrata um personagem, você não sabe exatamente qual personagem você vai receber. Isso é gerado randômicamente para você. Quando você participa de uma quest, você pode receber baús de tesouro. Algumas quests exigem que você obtenha todos os baús para "fechá-la" e ganhar um prêmio maior. Isso também envolve sorte. Uma pessoa que deseja fechar uma quest específica pode precisar fazê-la várias vezes antes de fechá-la, ou pode precisar contratar uma infinidade de personagens até ganhar aquele que deseja. O apelo aqui é grande.

Game Educativo

Então, por que estou até aqui falando do Chain Chronicle? Porque é um ótimo jogo gratuito? Não. Por que ele possui uma série de características que o tornam apelativo e interessante. Se você deseja criar um jogo, analisá-lo pode ser um excelente ponto de partida.
Um amigo meu, o Gleidson, me falou esses dias que deseja criar um jogo educacional, estilo story telling ou life simulator. Indiquei para ele utilizar o ótimo Ren'Py, para conseguir colocar seu jogo rapidamente no ar. Após lhe falar isso, me ocorreu que muitos dos jogos educacionais não são interessantes o suficiente para fazer o jogador dedicar a mesma quantidade de tempo que ele dedicaria a jogos como Chain Chronicle ao jogo educativo.


Já pensou se você tivesse um jogo educativo divertido o suficiente para lhe fazer passar horas jogando? Jogos educativos normalmente falham em uma das duas vertentes: educação ou diversão. A ideia do jogo educativo é ter um passatempo que faz você aprender sem lhe cansar ou desmotivar. Jogos como o saudoso Carmem Sandiego, conseguiram alcançar esse equilíbrio com grande maestria. Hoje em dia, casos como esse continuam raros. Gostaria de sugerir, para o interessado desbravador, uma conferida no jogo Influent, no qual você pode aprender idiomas.

Ele estava a $1 no último HumbleBundle. Quem comprou, fez um ótimo negócio!

Bem, é isso. Deseja fazer um game educativo? Procure não esquecer que um game educativo é, antes de tudo, um game. E games que não são divertidos, ficam na estante.

domingo, 4 de novembro de 2012

"Freaks Squeele" manolo!


Eu gosto de quadrinhos. Não, sério, eu gosto MUITO de quadrinhos. Gosto tanto que, vez por outra, estou me aventurando com novos quadrinhos, desses que ninguém dá bola até aparecer em alguma revista especializada de grande circulação, no melhor estilo hipster.

Quadrinhos franceses tem se mostrado uma grande surpresa em minha últimas leituras. Muito material de qualidade saindo por aí, mesmo sem o devido reconhecimento, principalmente na terrinha, onde os mangás estão com força total. Em todo caso, minha grande surpresa esses dias foi o quadrinho Freaks Squeele, que tinha "quase tudo" para não impressionar. Saca o enredo: "estudantes de uma escola de super-heróis tentando se formar". Inovador, não? Não. Mas não é que o autor consegue inovar de cabo a rabo?

Investidas de gosto duvidoso como o filme Sky High devem ter vindo a mente quando falei escola de super-heróis não é? Pois bem, tire essa imagem da cabeça imediatamente. Freaks Squeele não é um quadrinho infantil. Freaks Squeele não é sobre aborrecentes tentando encontrar seu lugar na sociedade. Freaks Squeele não vai lhe deixar entediado em momento algum!

A ação é realista e obedece as regras criadas pelo universo do quadrinho; os vilões não são estúpidos nem os heróis são pamonhas de luz esperando para brilhar. Rsrsr, também não há cuecas por cima de colantes, o que já é uma evolução por si só.


Dadas as apresentações sobre o que Freaks Squeele não é, vejamos o que o quadrinho é. Ambientado em uma escola para super-heróis decadente, FEAH, entupida de alunos bizarros como uma bruxa festeira, uma valkyria que deseja ser uma "magical girl", homens sapo/aranha/outro, professores sombrios, gangsters e tramoias dignas de sherlock holmes; Freaks Squeele conta a história de 3 alunos, uma ferreira chinesa, uma demonete fracote e um homem lobo desengonçado lutando ferozmente para atingir a média nas disciplinas e não serem presos/mortos no processo.

Sobre nossos heróis, carisma é um eufemismo aqui. "Pequeno Panda", o cérebro da equipe, está a todo momento fazendo planos, sem nunca prender-se a esteriótipos.

Nossa charmosa demonete, Chance, tem um espírito jovial e brincalhão, sempre disposta a pregar uma peça. Algumas características sempre associadas ao diabo também podem ser vistas na moça, como o prazer em pregar peças e o espírito libertino, mas tudo sem minar a personalidade da moça. Um dos personagens do quadrinho, um anjo de Saint-Ange, por exemplo, tem a personalidade séria e repressora, um total oposto de Chance.

Por último, Ombre, o personagem mais misterioso do trio. Um homem lobo gigante e poderoso, confiável e de sorriso fácil, é a cola do grupo. Com sua mente madura, habilidades, experiência e grande coração, é peça crucial na história.

Outros personagens como o diretor macabro da faculdade e professores mal-humorados ajudam a manter a trama em movimento. Esse quadrinho está disponível em versão impressa apenas na França e pelo Ebay. Interessados em uma tradução não oficial podem visitar os sites mangahere ou batoto.

Para uma lista completa (em inglês) dos personagens que aparecem no quadrinho, acompanhada de uma leve sinopse, visite este link.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Steam, Black-Friday e cadê meu mouse!

Senhores, amolem suas carteiras, quebrem seus porquinhos e preparem-se, pois a Black-Friday está chegando! Black-Friday é um belíssimo dia do ano onde varejos norte-americanos e algumas lojas brasileiras (no embalo) fazem cortes ferozes nos preços de seus produtos para o deleite de pobres mortais como nós.

Para quem gosta de jogos, o grande lance nebuloso envolve a loja virtual de jogos Steam que costumeiramente também participa desta mamata. Jogos com 75% de desconto não devem ser uma exceção nesse dia (23 de novembro), por isso preparem-se. Aqui vai minha listinha de indicações para gamers menos abastados:
  • Dungeons of Dredmor
  • Mafia 2
  • Dead Space
  • Mirror's Edge
  • Metro 2033
  • Cave Story
  • Batman Arkham Asylum/City
  • Alan Wake
  • Bioshock 1&2
  • Psychonauts
  • Amnesia: The Dark Descent
  • GTA IV
  • La Noire
O legal desses jogos que indiquei é que você pode achá-los a $4,99 nas promoções.

Em todo caso, para acompanhar seus bons jogos, utilize-se de um bom mouse. Esses dias, pude ver a importância de sempre ter um mouse de qualidade por perto.

Meu antigo Leadership de guerra foi para o céu dos mouses e me deixou ilhado, com meu touchpad, durante uma viagem agora. Indo ao Extra, tive o desprazer de comprar um daqueles mouses quebra-galho de 9,90, um cyber comp, que deveria aguentar o resto da viagem, pelo menos. Ledo engano. O danado até funcionava, mas o ponteiro na tela parecia um cavalo selvagem, munido do maior dos desprezos por minhas instruções. 
Me foi emprestado um mouse Microsoft bem simples, mas de qualidade, até que meu novo rato valoroso chegue. Em mais uma de minhas astutas e destemidas empreitadas de consumidor farejador, resolvi escolher este mouse como minha próxima aquisição. Já tive mouses bastante diferentes, mas nunca um com essa cara de parrudo. Tem botão lateral, um botão perto da wheel, bem alto e talz. Será interessante. Quando chegar, faço um review no www.italomaia.com

Abração!

terça-feira, 3 de julho de 2012

Diablo3, a cilada


Diablo3 não é tudo isso. No lançamento, eu já fiquei meio cismado com a quantidade de propaganda em cima do título. Para quê tanta propaganda se é um jogão? Em todo caso, meu amigo Ricardo, que comprou o Diablo3 antes de mim, me deu uma guest key para o jogo, que dá direito a jogar o primeiro ato quase todo, que foi o que eu fiz.

Achei o jogo razoavelmente divertido. Esperava mais do que ainda vinha por vir, por isso, fui lá e comprei. Comprei para minha decepção. O jogo só funciona online, o que, com a qualidade da internet brasileira, torna-se uma experiência frustrante boa parte das vezes. Fora isso, a história continua absolutamente linear, os chefes e inimigos na tela são poucos e fracos, visualmente o jogo é mediano, sem falar que é necessário digitar uma senha toda vez que se quer iniciar uma partida. Skyrim, um jogo muito melhor, estava pelo mesmo preço do Diablo3 na época. Certamente seria uma compra muito mais feliz e menos enjoativa.

Skyrim
Me entendam bem, estão a falar com um fã de Diablo2 aqui. Diablo3 não é um jogo ruim (tirando a parte da conexão com a internet), só não vale o valor pedido. As CGs, mesmo lindas, são poucas e pouco interessantes. A dublagem tem problemas de volume e, acima de tudo, o final de Diablo3 é uma droga.  

[Spoiler Alert] O próprio Diablo, que antes era um monstrengo animalesco ameaçador, agora, parece uma drag queen enraivecida. Em uma das CGs, chega a ser depressivo ver o diablo. [/Spoiler Alert]


Muito da história dos heróis é outra tristeza à parte. Mesmo havendo 5 heróis para escolher (o feiticeiro é uma decepção, ninguém joga com ele de tão besta), a história de todos é quase igual. Eu diria que um espetáculo à parte são os ajudantes que, mesmo tendo suas próprias histórias, ficam à parte, não influenciando na história. Talvez a ideia seja adicioná-las como expansão, contudo, fica aquela sensação de que faltou algo.

Por fim, gostaria de dizer que este não é um review propriamente dito, é mais uma crítica ao jogo, ou mesmo um aviso para quem pensa em comprá-lo. Diablo3 não é isso tudo e pode não valer seus R$99. Eu trocaria minha licença do diablo3 por uma do skyrim de olhos fechados.

ps: Sugiro darem uma olhada em Torchlight2 caso queiram um jogo tipo diablo, mas não "tipo diablo3".
Torchlight 2

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Jac J3 e o Lobo Motorizado

Esse que vos fala não mais figura entre os pobres mortais dependentes de transporte público e mendicância de carona. Esse que vos fala agora é um pobre mortal motorizado!

Ehhhhh!

Depois de muita luta, finalmente consegui comprar meu carro. Insensível ao terrível garoto propaganda da Jac, fui na recentemente aberta concessionária Jac Motors aqui de Fortaleza fazer minha negociação. Negociei com a vendedora, andei no carro, dei uma entrada de 12 reais (sim, comprei o carro com uma entrada de 12 reais!) e pronto, o carro já estava reservado para mim. Paguei o resto com o consórcio e agora é só alegria (até o momento)! Entretanto, gostaria de compartilhar com vocês um pouco da minha peregrinação até comprar o Mercutio (o nome do carro).

Pelas Concessionárias

Andei em muitas concessionárias antes de escolher meu carro, fiz pesquisa por telefone, fiz pesquisa em outros estados, olhei como anda a desvalorização dos automóveis, etc. Pude ver o valor de uma boa negociação, de conversar com proprietários e de conhecer os acessórios disponíveis para cada carango. Como este é meu primeiro carro, muita coisa eu tive que perguntar e pesquisar por conta própria, e mesmo assim ainda cometi alguns errinhos que vou compartilhar aqui. Vejamos como foi minha peregrinação.

O que eu queria.

Como o pobre estudante universitário que sou, não tinha grana para um carro novo e os juros de financiamento me deram muito medo (de 50 a 100% de juros sobre o valor total do empréstimo!!!), então parti para o consórcio.

Para quem não conhece, o consórcio é uma modalidade de financiamento onde você paga uma quantia todo mês para um administrador de consórcio (ex: um banco) e todo mês alguém é sorteado para receber uma carta de crédito. Com essa carta, você pode comprar o carro que deseja. O grande lance aqui é que você não paga juros, mas sim uma taxa de administração, bem mais barata que juros de financiamento. A grande pegadinha é que você só recebe o carro quando for contemplado por sorteio ou por lance (explico já).

Em todo caso, pesquisei alguns preços de consórcio e pude ver a importância de pesquisar. Entre bancos diferentes, houve variação de mais de 5% no valor da taxa de administração. Consegui uma taxa de administração de 12% com um tal banco de bandeira vermelha (que eu só divulgo aqui se receber um toco!). No terceiro mês dei um lance (lances são quantias que você oferta para receber uma carta de crédito sem precisar ser sorteado. Quem dá o maior lance, leva a carta por lance) vencedor e fui atrás de comprar o carro.

Antes de comprar o carro, estipulei algumas metas:
  • O carro tem que ser econômico para sua categoria
  • O carro não pode ser muito grande
  • O carro não pode ser muito caro
  • O carro tem que ter air bag e abs (segurança!)
  • O carro tem que ser agradável de dirigir (pretendo ficar com o carro até ele quebrar)
  • O seguro do carro tem que ser pagável

Minha primeira opção

Minha primeira opção foi, obviamente, comprar um carro usado. Pesquisei em algumas revendedoras e achei preços e carros até legais, mas havia sempre o fantasma de se arriscar com carro desconhecido. Um Honda Fit com 3 aninhos e 30mil km quase me ganha, mas foi vencido pela dúvida. Nessa busca, encontrei alguns preços absurdos, algumas revendedoras que vendiam o carro sujo, carros quase quebrados sendo vendidos e encontrei até vendedor honesto.

Em todo caso, acabou que decidi procurar carro novo. E lá vamos nós...

Chevrolet

A Chevrolet estava com uma promoção legal, "Compre seu carro com preços de 2007", cheia de propaganda e tudo. Me animou. Fui ver o carro. Na concessionária que fui, achei engraçado que os vendedores eram bem alternativos. Com alargador de orelha, tatuados, achei engraçado. Teve até uma vendedora meio desleixada que quase machuca minha namorada com uma porta, mas aí são outros 500. Pois bem, meu vendedor tatuado e com alargador me falou do carro, disse o que tinha, o que não tinha, e me levou para o test drive de um Celta

De cara, o carro do test drive estava sem gasolina. Ele foi pegar outro. No novo carro, fiz algumas perguntas, umas ele soube responder, outras não e pronto, fui dirigir. O motor do carrinho é bem bom, subiu a rampinha lá brincando, e responde bem. De resto, sem luxos. Nada de abs, air bag, computador de bordo, volante regulável, nada de nada. É um carro pelado, que anda e pronto. Ele me passou o preço de 28mil, com 4portas, vidro, ar e direção. Eu pensei: "Pôh, 28mil é muito para um carro pelado, sem falar que ano que vem, air bag vai ser exigido em todos os carros e em 2014 abs vai ser exigido. Vou perder muita grana na revenda se comprar esse carango." Dei uma olhada por cima no corsa, que é, basicamente, um celta grande e fim da vistoria.

Chery

Na Chery eu não cheguei a ir, foi só por telefone. Me deram o preço do carro, informaram que são 30 dias para entregar, chamaram para um test drive, etc. Bem cordiais. O apelo do preço baixo (que logo aumentou...) do QQ foi muito grande para mim. Carro completo por R$ 22,990 era algo a se pensar. No fim, acabei não indo ver o carro pois vi muitas reclamações de donos de QQ e o Face não me atrai em nada.

 

Fiat

Aqui o negócio foi mais sério. Na concessionária que fui perto de um shopping mais simples, do bairro de Fátima, fui muito bem atendido por um vendedor homem de lá (na outra vez que fui atendido por uma mulher, loira, fui muito mal atendido). Pedi para ver o Uno e o Fiat 500 . O Uno, novo e velho, não me impressionaram. O velho é quase uma lata de sardinha que anda. Sem qualquer conforto. O novo Uno já é mais garboso, mas ele parece que sofre de alguns probleminhas, sem falar que o design e dirigibilidade não me agradam.

O 500 já é outro caso. Carrinho bonito por fora e por dentro, cheio de detalhes, achei bem legal. A senhorita Lobina (namorada deste que vos escreve) ficou encantada. Pude notar que ele agrada muito mulheres (carro de mulher, coff coff). O cara me ofereceu por 37mil, preço estava bom, entretanto, alguns detalhes do carro me fizeram recusá-lo. A marcha fica em uma posição meio longe, que requer o uso de um encosto, muitos donos reclamam que o carro é todo frouxo, ele consome muito (alguns donos disseram) e no banco de trás só cabe um cachorro de tão pouco espaço que é. Seria legal ter um carrinho "mini" para fazer pequenas incursões na cidade, contudo, um carrinho "mini" de 37mil reais, que não vai servir para transportar amigos, família nem para viagem, fica complicado. Acho que o preço é um dos grandes pecados do Fiat 500.

Na concessionária que fui perto de um shopping famoso daqui, eu fiquei bastante chateado. Fui olhar o novo Pálio. A vendedora me disse logo que não tinha em estoque para eu ver (eu tinha acabado de ver um no pátio) e quando perguntei o preço, ela falou que o preço inicial era 34mil e uns quebrados, não negociável. Eu perguntei por que não era negociável e ela disse que nesse preço continuava vendendo e que por isso não precisava negociar. Murro no estômago, não é? Bem, a Fiat morreu para mim ali mesmo.

Nissan

Fui na única concessionária Nissan perto de onde moro ver o tão falado Nissan March. A Nissan está investindo muito neste carro. Na segunda vez que fui nessa concessionária, eles estavam com uma promoção muito boa: 1.6 a preço de 1.0. Agora, a promoção é desconto de 1 mil reais.

Quanto ao carro, é confortável, cheio de acessórios, econômico (os donos juram de pés juntos) e bom de dirigir. Como contras, eu apontaria a falta do abs. Fiquei encantado, isso até fazer uma cotação de seguro dele com o Bradesco e receber o valor de R$ 3,600 de seguro. Nesse momento, o carro morreu para mim. 

A vendedora da loja também ajudou a me deixar chateado quando me disse que  se eu quisesse rodas de liga leve, cada uma custava 2mil reais. Brincadeira, não é? No site da Nissan, eles informam que o preço do conjunto de rodas é R$ 900.


Jac

Por fim, fui na Jac ver o J3, que estava participando do teste dos 100 dias e estava se saindo bem. A vendedora Gésica foi super atenciosa, disposta a conversar e falar sobre o carro, chamou o gerente Eduardo em dois tempos, que foi super solícito, respondeu minhas dúvidas, etc. No teste drive, tive as seguintes impressões:
  • O carro é muito bom de dirigir (chego a compará-lo a um Honda Fit)
  • O ar-condicionado do carro de testes estava bem fraco, a vendedora me disse que devia carecer de manutenção. Peguei meu carro hoje e, realmente, o ar-condicionado dele é bem forte. Você até esquece que está no Ceará.
  • O carro é alto, dá uma visibilidade boa. 
  • O volante ajusta a altura, o que é muito cômodo.
  • O freio e acelerador respondem bem. Achei o carro potente.
Eu quero...

Algumas coisas que senti falta:
  • Luz interna no bagageiro
  • Ajuste de altura do banco do passageiro
  • Banco traseiro removível
  • Computador de bordo
  • Opção de trocar o cinzeiro por um porta-moedas ou algo minimamente útil!
Em fim, gostei muito do carro, negociei e fechei negócio.

O Mercutio =D
 Aqui vão algumas dicas para quem vai comprar o J3:
  • A revisão do carro é de 5mil em 5mil km, ou por tempo. A primeira revisão, é em 2.5mil km ou em 3 meses, o que vier primeiro. Estou achando difícil seguir as revisões, mas acho que consigo.
  • O protetor de carter para o J3 só serve para quem anda muito em zona rural, porque o carro já vem com um protetor simples de fábrica, sem falar que é alto e aguenta buraqueira muito bem.
  • O fumê deles é de várias intensidades, você pode pedir o fumê tanto mais escuro como mais claro. 
  • Quando forem fazer a revisão de entrega do seu J3, peça para revisarem o cabo que fica por trás da grade do capô. Sério.
Fiquei um pouco triste com minha compra porque minha vendedora não me informou que o carro já vinha com uma proteção do motor de fábrica e que o protetor de cárter não seria útil para mim (acabei pegando o carro sem o fumê). Fora isso, estou muito satisfeito com o carro. Completo, confortável, seguro e potente.


[edit: 09/04/2012]

O que você precisa saber antes de comprar seu J3

Atenção turma!
Antes de comprar seu J3, eis alguns detalhes que pode ser interessante você saber:

  • A garantia do seu carro passa a contar a partir do dia do fechamento do negócio, não é a data da entrega. No meu caso, só recebi o carro 20 dias após faturado e quase 30 dias após o fechamento do contrato. Ou seja, daqui a 2 meses já vou ter que fazer a revisão, o que é bastante chato. 
  • A tolerância para revisão por tempo é de 30 dias, para mais ou para menos, e a tolerância para quilometragem é de 1000km para mais ou para menos (exceto a primeira revisão, que é de 500km para quilometragem). 
  • A garantia exige revisões por tempo OU quilometragem. Perdeu uma revisão, perdeu a garantia. 
  • Mesmo que o cara da concessionária tenha dito que seu carro está todo revisado, não custa nada dar uma boa olhada nele antes de receber. Checar pneus (devem estar com 32lb), checar se não tem nada frouxo, olhar se o motor está limpo, checar a pintura, etc. 
  • Em Fortaleza, até o presente momento, os carros do estoque ficam debaixo do sol, protegidos por uma película protetora grudada na pintura (não é uma capa). Dessa forma, é bom dar uma checada atenta na pintura por danos devido ao sol antes de receber.
  • Como o carro vem da China, de navio, na entrega, é uma boa olhar o estado do escapamento e outras partes de metal, que podem ter pontos de ferrugem.
  • O motor do carro é bem potente, mas não é forte em baixas rotações. Isso quer dizer que ele pega velocidade bem, mas em primeira e segunda, você pode ter alguma dificuldade para obter força do motor, sendo necessário reaprender a dosar o pé para tirar o máximo dele. Não espere tanto da primeira e segunda marchas. O estacionamento do North Shopping, por exemplo, só pode ser vencido de primeira. 
  • Se for colocar banco de couro, verifique se o couro não encosta na alavanca do banco quando você a puxa, estando sentado no banco. 
Quem não quiser perder dinheiro na revenda deve comprar um carro com air-bags e abs, e o J3 é completão. Mesmo com alguns probleminhas, a compra ainda está valendo.

Abraços!

ps: Fiat e companhia que se cuidem. Tiveram tempo de sobra para se modernizar no país e oferecer produtos melhores e mais baratos. Agora aguentem a competição.

pss: Comentem =D

terça-feira, 21 de junho de 2011

Kung Fu Panda é muito triste...

Spoiler ALERT  (neste texto consta partes do enredo dos filmes de Kung Fu Panda)

Poxa vida, Kung Fu Panda é uma franquia de filmes muito tristes. Tipo, são animações voltadas para o público infantil mas não consigo deixar de achar que tem algo muito perturbador alí.

Já no seu segundo filme, Kung Fu Panda, sucesso de bilheteria, tem me atormentado. Não sei como foi para outras pessoas, mas o enredo do primeiro e do segundo filme me parecem bastante sombrios. 
Tigre Tai Lung
Em um primeiro Kung Fu Panda vislumbre, pode-se pensar que o primeiro filme do Kung Fu Panda fala da história de um ursinho atrapalhado em busca de seu sonho junto com seus heróis mas quem parou para pensar no outro lado? Isso! Você chegou a pensar que o tigre Tai Lung passou 20 anos numa cadeia sendo maltratado porque tentou roubar um pedaço de papel? Alguém imaginou que o Mestre Shifu que o criou "como filho" não intercedeu por ele perante seu mestre? Simplesmente aceitou a hierarquia cegamente. Difícil não lembrar da passagem O Sacrifício de Isacc.

No segundo filme, algo muda. "Os Furiosos" e o "Guerreiro Dragão" se mostram claramente como um poder paralelo de defesa da "justiça". Ou seja, eles fazem a justiça. Outra coisa que se pode notar no filme é que Lord Shen vira mau simplesmente por conta da cabra. Será que sem a intervenção da cabra ele ainda teria feito o que fez? Aqui também pode-se fazer um paralelo com o Luke Skywalker mas não vou entrar no mérito. Filosofia Star Wars é algo perigoso rsrs.

Fora isso, há toda uma idéia de bem contra o mal e "lições" empurradas na marra. Aqui já entramos na questão do gosto. Olha, não chegam a ser filmes ruins, eles apenas introduzem certas ideias perturbadoras a olhares mais atentos.

Outro ponto que gostaria de tocar é que algumas crianças falavam, durante o segundo filme, que estavam com medo. Há partes realmente muito tristes ou assustadoras no segundo Kung Fu Panda. Por isso, aconselho que não levem filhos menores de 6 anos para assistir este filme a não ser que sejam pequeninos bem durões.

Atenciosamente, Italo Maia.